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Acerca de mim

O meu trajecto na fotografia não começou com o “mal sabia andar e já andava com uma máquina na mão”… Até que não me importava, porque dava mais glamour à coisa, e aqueles clichés de que estava destinado, tem muito jeito, etc…! Mas não…! Começou com a compra de uma Yashica FX-3 nos devaneios da adolescência, e com ela fui fazendo aqueles disparates de quem pensa que por ter uma máquina na mão já é fotógrafo ou coisa parecida.

Mais tarde, bem mais tarde, aceitei o desafio inesperado de fazer umas imagens interessantes para um catálogo de uma amiga designer e a correr fui comprar um par de fundos coloridos, 3 flashes de estúdio e uma bela máquina médio formato sem saber muito bem ao que ia… de graça trouxe os preciosos conselhos do Sr. Silva… E não é que resultou? Algum jeito para a coisa deveria ter, pois daí a tornar-me pro foi um saltinho…! De repente já tinha um estúdio e uma carteira de clientes, entre agências e privados. Agora sim, era fotógrafo!

Anos nisto… fotografia de produtos, catálogos, retratos, campanhas publicitárias e algumas incursões editoriais. Aperfeiçoei sobretudo o grande formato, onde in loco desenvolvi preciosos conhecimentos técnicos que haveriam de formatar o modus operandi do meu trabalho, o substrato técnico das minhas imagens.

Abracei, como todos da minha geração, o surgimento do digital e com ele a nova abordagem à fotografia. Pelo caminho foi-se perdendo o carisma, embora ganhando em eficiência e economia. Haveria mais tarde de abandonar a fotografia comercial e durante certo período uma abstinência completa foi o resultado de saturados anos de compromissos comerciais.

E foi somente há pouco mais de um par de anos que fui descobrindo o lado menos técnico da fotografia e aquilo que ficou por fazer… Este caminho levou-me de novo à fotografia analógica e a todos os processos nela envolvidos, onde a descoberta pelas coisas antigas revelou um lado mais artístico e criativo, como se o único resultado disto não pudesse ser outra coisa senão fotografias extraordinárias… Não é, mas com um pouco de jeito e vontade, não esquecendo dedicação e resiliência, pode até ser!