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Jupiter 9, made in USSR

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Jupiter 9, made in USSR

Os Russos sempre tiveram uma prolífica e criativa industria fotográfica, embora a reboque da tecnologia alemã, mesmo dando de vantagem os primeiros anos da década de 30, quando começaram as cópias da Leica no famoso complexo industrial/orfanato F. E. Dzerzhinsky, na então capital da Ucrânia, Kharkov. Logo após a segunda guerra mundial, e aproveitando como ninguém as compensações da guerra, pegaram literalmente nas fábricas da Zeiss Ikon em Dresden e Jena, e transportaram-nas para Kiev, dando origem ao grande impulso da indústria fotográfica Russa, com a produção em massa das Kiev, clones das então hiper-famosas telemétricas Contax.

Mesmo considerando que esta indústria teve origem numa filosofia de plágio (é justo também afirmar que assim o fizeram também a Nikon, Canon e outras), certo é que mais tarde caminhou pelos seus próprios meios produzindo alguns modelos de câmaras e lentes que se tornaram famosos em todo o mundo, ainda que fosse mais pelo seu preço acessível do que pela qualidade ou consistência da construção. As sistemáticas variações de qualidade foram sempre um dos grandes óbices à aquisição de material soviético, não tanto pela qualidade de construção dos projectos, mas mais pelas incongruências do produto final, que pode variar substancialmente em aspectos como distintos materiais utilizados, peças de acabamento deficiente, variações na linha de montagem, grandes tolerâncias no controle de qualidade. Uma lotaria portanto, pois tanto podemos encontrar um espécime mais refinado e de requintado acabamento e operacionalidade, como outro à pressa finalizado, que serve unicamente para pisa-papéis.

 

Mas de vez em quando, lá aparece uma coisa interessante. E interessante foi uma Jupiter 9 com baioneta M42 que o meu amigo Francisco me emprestou para dar uns tiros. Na realidade foram duas, ambas pretas, uma mais antiga com uma camada anti-reflexo simples e outra mais recente, já com multi-camadas, e as diferenças não podiam ser mais abissais, acho que dando razão ao que corre por esses fóruns, quanto mais antiga melhor… Parece que o rigor dos antigos era mais de fiar! E ao que parece também, melhor mesmo é conseguir modelos logo a seguir à guerra até inícios da década de 60, onde o controle de qualidade era bastante mais acentuado e o temperamento do trabalhador controlado pelo austero chefe da secção…! Depois veio a Perestroika e a glasnost do Gorbachev que rebentaram com tudo, e as coisas nunca mais voltaram a ser as mesmas!

Sobre a Júpiter

Esta lente comporta-se com uma pequena teleobjectiva, aproximando quanto baste com os seus 85mm o tema a fotografar, talvez no entanto mais vocacionada para o retrato mas não se restringindo a este. A sua abertura a f:2 é o que, na minha perspectiva, torna esta lente tão atractiva, contribuindo seguramente as 15 lâminas do diafragma para o seu carácter tão distinto.

A Júpiter 9 é uma cópia exacta da Carl Zeiss Jena Sonnar 2/85mm, construídas no rescaldo da WWII, tecnicamente arrancadas à Alemanha como uma das mais apetecíveis compensações de guerra. Apareceu nos anos imediatos à guerra com produção iniciada em 1948, primeiro com baionetas Kiev/Contax e Leica M39 para as FED e ZORKI, mais tarde adaptada para também para M42.

De início construídas na LZOS (acrónimo de Lytkarino Zavod Optychisovo Sticklo, fábrica ótica situada em Liktarino, perto de Moscovo), passaram também a ser produzidas posteriormente na fábrica Arsenal, Ucrânia, embora nesta e ao que parece, somente para Kiev/Contax e mais tarde para as SLRs da KIEV.

 

As primeiras versões eram fabricadas em alumínio polido, aparecendo posteriormente em preto, lacadas as primeiras. O desenho de alguns anéis foram sofrendo algumas alterações de acordo com a evolução do modelo, podendo por isso ver-se variações da Jupiter-9, mantendo-se no entanto a estrutura ótica idêntica ao longo de toda a linha de produção. Possuem os vidros camadas anti-reflexo, as primeiras sejam simples de cor púrpura ou verde-azulada e as mais recentes várias camadas com predominante azul. Esta do artigo, possui uma cor indelével verde-azulada dando um aspecto muito transparente, quase neutro, ao vidro.

O desenho Sonnar na qual se inspiraram (copiaram) é composto por 7 elementos dispostos em três grupos, o primeiro um simples menisco, o segundo, grupo central negativo e antes do diafragma, tem três lentes cimentadas e o último, bloco positivo posterior ao diafragma, também com outras três lentes cimentadas. Este desenho, com origem nas tripletes e direccionado essencialmente para as teleobjectivas, provou ser um sucesso, com mais contraste e maior resistência aos reflexos, do que por exemplo as Planar, embora com mais aberrações cromáticas. E estas aberrações notam-se especialmente nos modelos soviéticos, em particular nas Júpiteres como se pode ver mais à frente.

Primeiras impressões

Esta objectiva tem o numero 8649320, o que parece indicar ter sido fabricada no ano de 1986 (os dois primeiros números indicam o ano). Não prima por um design fantástico; os anéis de foco, diafragma e limitador, assim como o corpo onde eles assentam, têm diferentes diâmetros entre si, dando um aspecto pouco uniforme, mas por outro lado acentuando a robustez da lente, que parece aguentar um trato mais duro. Não sendo especialmente pesada é até bastante compacta, tendo em conta a ainda substancial quantidade de vidro, face a muitas concorrentes da altura.

 

A impressão dos caracteres é que parece ter sido feita à pressa, talvez com um cinzel e escopro, com limites pouco precisos e definidos! Creio que esta é uma característica soviética, não me parecendo que vá encontrar algo de muito melhor no que quer que seja made in USRR…! A filosofia do Kremlin era lançar a indústria a todo o gás, produzindo rápido e barato, sacrificando um pouco essa coisa das baixas tolerâncias, preciosismos para efeminados, não para gente de vodka e bigode farto!

O vidro apresenta uma tonalidade ligeiramente verde-azulada para o neutro, embora esta neutralidade não se reflita na cor das imagens obtidas, um pouco quentes. Tem pelo menos uma camada anti-reflexo, embora na prática seja praticamente indiferente, tal a tendência para sofrer reflexos acentuados sempre que uma fonte brilhante de luz se apresenta nas proximidades do enquadramento. A outra versão que experimentei, um pouco mais recente e MC (multi-coating), apresenta um tom verde-azulado acentuado, mas parece-me que o comportamento seja algo semelhante, não notando substanciais diferenças.

 

Esta lente tem 15 lâminas, uma característica que contribui para a qualidade do seu desfoque. E de facto, mesmo fechando o diafragma pode-se observar que os pontos de luzes desfocados mantêm a forma redonda, um aspecto muito bem vindo, embora quando fechada atenue o efeito estrela das luzes pontuais. Irrita-me um pouco o anel de aberturas, por sinal muito pouco fluído com clicks bastantes duros, muito por causa de um outro anel limitador. Este roda até ao valor escolhida pelo anel das aberturas, abrindo e fechando o diafragma para melhor visualização. Nunca fui muito à bola com estes esquemas, que me fazem lembrar também os irritantes bloqueadores de EVs das máquinas fotográficas, embora eu até entenda o conceito por trás, que pode fazer sentido. Logo a seguir está o anel de focagem que tem um curso algo longo, mas que favorece essencialmente quando se fotografa a plena abertura na procura do ponto de focagem.

Jupiter 9, virtudes e defeitos

Tendo lido bastante sobre o comportamento da Jupiter-9, retirei essencialmente que era robusta com um desfocado cremoso, bastante nítida quando fechada, em suma uma objectiva de carácter único e distinto. Bom, confesso que são qualidades atractivas, seja qual for a lente, mas numa pequena teleobjectiva soa bastante bem. Vamos lá ver se assim é…! 85mm costuma ser o meu limite para uma teleobjectiva. Posso esticar-me um pouco até aos 100mm (principalmente porque tenho dois monstros nesta focal, a Nikkor AI-S 2.5/105mm e a Rokkor MDIII 2.5/100mm), mas a partir daqui tenho alguma relutância em utilizar qualquer lente, a não ser para alguns temas bastantes específicos. Porquanto esta lente está no limite da compressão aceitável, lá carreguei a minha Sony A7 com tão singela peça, e parti para a aventura… Aqui perto, no quintal e arredores!

 

Bokeh

Um fantástico e delicioso desfocado que se encaixa no que de mais vintage se possa desejar. Talvez esta seja a grande característica que a tornou conhecida. Não sei se poderei descrever com exactidão a forma como esta lente renderiza o desfoque, o melhor mesmo é experimentar, mas entretanto talvez a imagem que se segue possa ilustrar um pouco o que quero dizer.

Nas distâncias mais próximas, a Júpiter 9 tem um desfoque cremoso e suave único.
Nas distâncias mais próximas, a Júpiter 9 tem um desfoque cremoso e suave único.

 

Pode-se observar que além do aspecto cremoso da imagem, as altas luzes materializam-se de forma redonda, sem esquinas duras ou qualquer ruído, com zonas de transição que se diluem umas nas outras. E o facto desta lente ter quinze lâminas garante sempre, a qualquer abertura, desfoques mais redondos, sem aquele aspecto hexa ou pentagonal, que tantas vezes condicionam a estética de uma imagem.

Imagem tirada a f:2.8. Altas luzes mantêm ainda a forma redonda e um desfoque cremoso.
Imagem tirada a f:2.8. Altas luzes mantêm ainda a forma redonda e um desfoque cremoso.

 

Mesmo com desfoques a grandes distâncias, a lente mantém praticamente as mesmas características, embora considere que começa a aparecer alguma inconsistência, um ruído aparente. Para aproveitar a máxima característica desta lente, o melhor mesmo é utilizá-la a curtas e médias distâncias, entre 2 e 2.8 de abertura. Com estes parâmetros, brilha!

 

Resolução, contraste e cor

A plena abertura a lente não é nada de especial. Diria que embora o círculo central seja bastante aceitável, as esquinas têm resolução insuficiente para uma utilização mais exigente. Juntamos a isto um halo visível nesta abertura, e temos um efeito parecido a uma imagem algo etérea. Outras objectivas deste período poderão oferecer melhores resultados, mas são estes defeitos que lhe dão este carácter tão acentuado, tornando a Jupiter-9 especial.

Fechando o diafragma um stop o halo desaparece, o círculo de nitidez acentua-se e alarga, e a objectiva começa a ganhar pontos no que a definição se refere. E quanto mais fechado, mais detalhe ela resolve, atingindo o máximo da sua perfomance a f:11 onde a resolução das esquinas se aproxima da resolução central.

Áreas de teste Jupiter-9

 

Quadro comparativo da resolução de detalhes da Jupiter-9

 

O contraste é fraco a plena abertura, melhora fechando, se bem nunca atinge um ponto que eu considere suficiente. Penso que um pouco mais de contraste, e a objectiva subia a um outro nível. Não ajuda a qualidade das camadas anti-reflexo, que nunca brilharam pela sua excelência nas lentes soviéticas. A sua concorrente directa da altura, a Carl Zeiss Jena Sonnar 2/85mm, possui um contraste mais elevado, muito graças à qualidade da(s) camada(s) anti-reflexo(s), a famosa T*, discreta ao princípio (constituía na altura um dos maiores segredos da indústria) e muito badalada posteriormente.

Quente, suficientemente quente, é a cor desta objectiva. Estas tonalidades ajudam a tornar as imagens bastantes mais agradáveis, e juntando-a ao desfocado cremoso, só podia dar resultados a lembrar as fotografias da guerra fria. Normalmente junto um filme expirado, e imagens são bastante inspiradoras com uma aparência vintage muito agradável. Aprecio este tom quente nestas lentes!

 

Véu, halo e reflexos

Aqui é que está o problema desta lente…! Esta lente “reflexa” por todo o lado… Dentro ou fora do enquadramento, é necessário ter sempre atenção não só o aparecimento de manchas parasitas de luz e pequenos halos, mas também reflexos substanciais, que não obstante, até podem ser interessantes, como este aqui desta imagem:

Reflexo interessante obtido com fonte de luz forte (sol) fora do enquadramento. Jupiter-9 @ f:2.
Reflexo interessante obtido com fonte de luz forte (sol) fora do enquadramento. Jupiter-9 @ f:2.

 

As camadas anti-reflexo das objectivas russas, não primam pela excelência, conforme já referi neste artigo, e a utilização de um para-sol adequado é aconselhável para evitar reflexos indesejados, principalmente se estes estiverem fora do enquadramento. A imagem que se segue foi tirada na sombra, com uma parede por trás a receber a luz do sol. Como se pode ver, as entradas de luz são fortes, arruinando por completo a imagem.

Imagem tirada com Jupiter-9 a f:4, com reflexos que podem arruinar uma imagem.
Imagem tirada com Jupiter-9 a f:4, com reflexos que podem arruinar uma imagem.

 

Supostamente, as objectivas mais recentes fabricadas na década de 80 e com o acrónimo MC (multi-coating) inscrito no anel frontal, deveriam controlar de forma mais eficaz os reflexos, mas tal não acontece, pelo menos como era suposto. Na realidade, esta característica é transversal às lentes russas, umas mais que outras é verdade, nunca atingindo aquelas o nível de qualidade das lentes alemãs ou japonesas.

A plena abertura a objectiva tem halo e um ligeiro véu, conforme se pode ver nos detalhes a f:2 do quadro acima publicado, principalmente se no enquadramento existirem grandes áreas luminosas. Embora não sejam exageradamente acentuados, o halo é suficiente para emprestar círculos luminosos às altas luzes e o véu dispersa a luz dando um ar ligeiramente pálido e difuso à imagem, contribuindo para os níveis baixos de contraste a plena abertura. Praticamente desaparecem quando se fecha o diafragma 1 ponto, não existem a f:4, sendo a partir deste valor que a qualidade da imagem começa a dar o salto.

 

Vinhetagem, coma, aberração cromática e esférica

Curiosamente, a vinhetagem a plena abertura é apenas ligeira, desaparecendo aparentemente a f:4. Não é que me chateie muito a vinhetagem a nestas aberturas, pois considero uma mais valia para retratos ou planos aproximados, mas fica registado para os mais exigentes.

Coma, muito…! Cantos é para esquecer se fotografar luzes pontuais e estiver à espera do pontinho perfeito. Arruina por completo a estrelinha luminosa, e só a f:5.6 se pode esperar uma coisa razoável. Melhor mesmo é daqui para a frente para uma imagem mais homogénea.

Um problema que esta lente se depara é com a aberração cromática. Não a considero forte, mas tem demasiada presença, e contínua, para passar despercebida nas áreas de altas luzes. Vai desaparecendo à medida que o diafragma fecha, mas só a f:11 é que é negligenciável, pelo menos nestes exemplares que aqui tenho comigo.

A aberração esférica está substancialmente controlada. Perceptível nas primeiras aberturas, desaparece praticamente a f:4 e torna-se negligenciável daqui para a frente. Ou seja, basicamente se é alérgico a qualquer tipo de aberrações, feche o diafragma e fotografe à vontade.

Conclusão

Apesar de ter algumas deficiências e tecnicamente ficar aquém das principais marcas alemãs e japonesas, esta é uma objectiva muito apetecível com um conjunto de características que emprestam um carácter muito especial às imagens. Aquilo que são defeitos técnicos e limitações, são na realidade um conjunto de situações que vão acentuar o desfocado, a cor e a percepção de imagens nítidas ao centro, majorando substancialmente a objectiva e tornando-a muito apelativa. O resultado das imagens falam por si; transportam-nos a outros tempos em que o analógico era rei, em que os filmes não exigiam das objectivas o que o digital hoje exige, em que utilizar uma objectiva menos boa era situação que nem se colocava.

Mas vou adiantando que esta objectiva não é para os freaks do digital sempre à espreita do último grito na alta resolução. Estes viriam nela um pedaço de vidro inútil, e não faltariam argumentos para a falta de resolução nas esquinas, do contraste deficiente, do excesso de aberração cromática, do halo excessivo a plena abertura, etc., etc…. Ainda bem! Menos procura igual a mais barato, e fotógrafos irrequietos como eu podem adquirir-las ainda a baixo custo, que rondará basicamente entre os €70 a €120 (consoante o estado), valor que considero bastante aceitável por semelhante bocado de vidro.

Mas o que gostei mais na Jupiter-9? Bem, de uma forma geral, a forma como rende as imagens a plena abertura…! É única, ou muito perto de ser única (as Sonnar de uma forma geral são assim), e pode dar um salto ao flickr para ver do que falo. A lente materializa o desfocado de uma forma muito diluída, com sucessivas fusões de planos, circulando suavemente as altas luzes, e isto tudo sem ruído e outros barulhos estranhos. O halo dá-lhe aquela aparência etérea e a cor quente aconchega a imagem. Juntando tudo, temos o santo carácter tantas vezes badalado. E a robustez empresta-lhe aquele toque de coisa sólida, principalmente sendo compacta. Vale a pena tê-la só para isto, e na realidade agora que já possuo uma (vinda expressamente do país da Nikita) tenho-a mesmo só para isto.

Do que gostei menos? A homogeneidade da lente vem muito tarde… Lá para f:11 e depende dos modelos, podendo até nem vir! Por esta razão e para outro tipo de fotografia, prefiro utilizar marcas que apresentem resultados mais homogéneos. O anel limitador é outra coisa que me irrita. Dou por mim a tentar ajustar o diafragma e estou na realidade a abrir ou fechar o limitador…! De resto, gosto de tudo, principalmente das aberrações, farto que estou das coisas perfeitas e plásticas do digital.

Em suma, considero esta lente um verdadeiro clássico, um símbolo histórico da guerra fria (juntando mais um par de coisas soviéticas) e um ótimo meio na obtenção de imagens únicas, muito especiais. Ainda não tive muito tempo de a explorar, coisa que farei brevemente, mas tenho a impressão que será uma daquelas lentes sempre à mão para uma situação especial.

Só uma chamada de atenção: se o modelo que lhe chegar às mãos não for bom, não desespere! É mesmo assim, pois só uma em não sei bem em quantas (a ver se consigo materializar esta estatística) sai como esta que serviu de base a este artigo. Vá tentando, que aparecerá uma que lhe agrade.

Características técnicas

Modelo: Jupiter-9
Fabricante: KMZ
Ano de fabrico: 1985
Baioneta: M42 (também em Contax/Kiev, M39 Zorki/FED, M39 LTM)
Focal: 85mm
Ângulo de visão: 28º
Lentes: 7 lentes em 3 grupos
Abertura máxima: f:2
Diafragmas: f:2 a f:16 (f:22 em alguns modelos)
Número de lâminas: 15
Focagem: desde 0.8m (3ft) a infinito (1.15m a infinito na baioneta Contax/Kiev)
Diâmetro filtro: 49mm
Peso: 380gr
Dimensões: 72mm x 69mm
Observações: as primeiras lentes foram montadas com vidros originais Zeiss. Destacam-se pela adição dos caracteres ZK-85 (Sonnar Kransogorsk) e são extremamente raras atingindo hoje preço proibitivos.

 

Para ver algumas imagens tiradas com esta Jupiter-9, faça uma visita ao Flickr e deixe um comentário. Fica a nota de que as imagens não foram retocadas, quanto muito um pequeno toque no contraste, e a nitidez somente o padrão por defeito do Lightroom. De resto, a imagem vem direita do ficheiro raw da minha Sony A7.


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