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Em análise: Kodak Retina IIIc

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Em análise: Kodak Retina IIIc

Adquiri sem querer uma Retina IIIc. Nem sei bem se a comprei se ma ofereceram…! Vinha como câmara oferta na aquisição de uma Rolleiflex Automat, que não me custando os olhos da cara, andou lá perto. Eu até nem queria a máquina para ver se o vendedor me baixava o preço da Automat, mas depois de alguma insistência por parte dele, lá anui, não fosse amuar e virar o bico ao prego, ficando eu sem a Rolleiflex, que era ao que eu ia. E trazia como bónus, ou melhor, um bónus de um bónus, pois ela própria já era bónus, uma lente Longar 80mm f:4 na caixa, uma bolsa original em cabedal e um estojo piripipi com parasol e filtros, ambos Kodak. Nada mal, hein…!?

Sem conhecer o modelo, não lhe prestei muita atenção, embora me tivesse causado uma boa primeira impressão, ofuscada no entanto pela deliciosa Rolleiflex Automat. Ficou durante uns meses parada num canto, à espera de voltar um dia a ter novo dono. Mas a determinada altura, dei com os olhos num vídeo publicado no Youtube acerca de uma máquina semelhante, e tendo achado piada, lembrei-me que tinha uma parecida! Não só era parecida como era o mesmo modelo, e então aí já foi paixão à segunda vista, passado que estava o deslumbre da Rolleiflex! Ficou logo com destino marcado para o mecânico, pois anos de completa solidão estacionada num qualquer canto da vida, embora em muito bom estado, deixaram-na um pouco emperrada e a soluçar quando dela se exigia apenas um simples disparo.

Completamente recuperada, esta bela criatura já começou a debitar imagens e dou já de avanço que enquadrar pela janelinha do visor é como se estivéssemos a ver Braga por um canudo. Mas, a não ser isto, é um primor de manuseamento, solidez, qualidade de construção, com uma lente que não deixa a desejar nenhuma mais recente. Se encontrar por aí alguma a bom preço, não se faça de rogado.

Como nota, este artigo vai ser dividido em duas partes. Nesta primeira parte farei uma análise completa à Retina IIIc e uma exposição das minhas impressões sobre a mesma, e num segundo artigo a publicar posteriormente, farei uma descrição sobre a utilização da máquina e análise dos resultados das objectivas, neste caso as Retinas Xenon 2/50mm e Longar 4/80mm.

Como tudo começou

Houve um tempo em que a Kodak produziu câmaras de requintada qualidade e elevada engenharia de precisão, competindo directamente com as grandes marcas como a Voigtlander ou a Zeiss Ikon, entre outras. Serem produzidas na Alemanha ajudou, país onde se fabricava o que de melhor havia na altura, no campo da ótica e da fotografia. Ajudou também um famoso alemão chamado August Nagel, um dos fundadores da Zeiss Ikon, que em 1931 venderia a sua empresa à Kodak AG passando a colaborar com este colosso mundial na construção de câmaras. Foi assim que surgiram as Retinas, criação directa deste génio alemão especializado em miniaturização, máquinas fotográficas compactas de 35mm com elevada qualidade de construção.

Kodak Retina IIIc

 

A ideia por trás deste projecto, consistia na produção de pequenas máquinas que utilizassem um formato que começava a estar na moda, o 35mm, que tinha a grande vantagem de não só ser mais pequeno que a maioria dos formatos de filme da época, mas também não necessitar de ser pré-enrolado em câmara escura ou estar embrulhado em papel, produzindo consequentemente uma maior quantidade de imagens. A aproveitar este formato de filme (baseado na película de filmar e criado pela Kodak) nasceu um novo tipo de câmara, pequena, compacta, com um pequeno sistema retráctil, onde estava colocada uma placa com o conjunto objectiva/obturador que recolhia para dentro do corpo, protegido por uma pequena tampa ou porta metálica. Na realidade, uma câmara de fole mais evoluída projectada para o novo formato 35mm, compacta, sofisticada e que entrou no mercado para competir com a Leica. Uma espécie de Leica dos pobres (já vi esta expressão utilizada numa série de câmaras), embora o custo na altura rondasse o equivalente a €1,200 atuais…! Presumo que só para quem podia, como hoje.

Kodak Retina IIIc com lente recolhida e porta fechada.

 

Foram produzidos inúmeros modelos e dentro destes numerosos tipos e variações entre o início dos anos 30 e finais dos 50, tendo sido o primeiro modelo a Retina I que saiu para o mercado entre 1934 e 1935. Pequenas atualizações foram melhorando progressivamente o modelo, sendo talvez a inclusão de telémetro nas Retinas II e de fotómetro nas Retinas III, as modificações mais substantivas em termos aparentes, embora tenham sofrido progressivamente outras, tanto a nível de funcionalidade interna como de design. Outra nota de destaque foi a prolífica combinação entre lentes e obturadores, permitindo variações de preço no mercado, sendo umas mais simples e acessíveis, outras mais sofisticadas e caras. Destaque somente para as lentes Xenon da Schneider ou Heligon da Rodenstock combinadas com os obturadores Compur-Rapid primeiro e Synchro-Compur depois, que equipavam os modelos topo de gama, sendo por isso de valor majorado no mercado. Tive a sorte de a minha ter uma destas combinações, o que valoriza ainda mais esta preciosidade.

Retina IIIc, primeiras impressões

Gosto de julgar uma máquina pela primeira impressão que me causa. Afinal estas coisas só têm uma oportunidade de causar boa impressão à primeira! À segunda já não é uma primeira impressão, é uma segunda impressão, por isso a primeira impressão é a que conta. Com a Retina IIIc foram logo de rajada a solidez do animal e a descrição do obturador. Parece que está tudo milimétrica e solidamente colocado no sítio, sem qualquer folga, mesmo quando aberta, e o seu discreto disparo é apenas um sussurro praticamente inaudível a um par de metros. Fico com a sensação de que se fosse uma reflex, a vibração do espelho seria anulada pela solidez do corpo.

Disparar a velocidades baixas, é um mimo. Consegui sem problemas utilizá-la em interiores a 1/15 de velocidade, sem necessidade de recorrer a qualquer apoio, a não ser os normais cuidados a ter com estas velocidades baixas. Mesmo sendo uma característica destas câmeras de telémetro, puder fotografar a velocidades mais baixas por não existir um movimento vibratório de espelho como nas SLRs, é um luxo a que nos habituamos com facilidade e não é para todas. Possuo uma Olympus 35 RD, câmara também ela de muito boa qualidade com uma lente fantástica, mas que quando disparo, os coices do obturador são de tal ordem que tudo abaixo de 1/60 é praticamente impossível de fotografar sem ter como recurso um apoio mais sólido.

Vista frontal da Kodak Retina IIIc

 

O visor é que é o tendão de Aquiles desta preciosidade. Não me refiro à luminosidade que até é bastante aceitável, embora exista melhor, mas sim à pequena janela do visor. Na hora de enquadrar só me lembro que estou a enfiar a córnea no buraco de uma agulha, e tenho ali de andar a fazer tilts e shifts para apanhar a zona central…! Um contra-tempo apenas. Para ultrapassar este tendão de Aquiles, socorro-me de um esplêndido visor Kontur 50 24×36 (referência 335/23) construído na década de 50 pela Voigtlander (para as Vitessa), que corresponde exactamente ao ângulo da objectiva. Este visor tem a particularidade de ser extremamente luminoso, e como é 1:1 visualiza-se com os dois olhos abertos, formando o cérebro uma imagem final sobreposta com as frames do enquadramento. Genial!

Avanço do filme da Retina IIIc, situado na parte de baixo

 

O avanço do filme é que rema um pouco contra a maré! Habituado como estou às reflex e com a memória muscular já afinada, dou por mim a tentar apanhar a alavanca no lugar normal, mas esqueço-me que ela está localizado na parte de baixo… Nada prático, mas não tem como errar, pois se não avançar a película a máquina não dispara.

Como a máquina é pequena, pequenos são também os selectores de ajuste das velocidades, diafragma, temporizador e foco. Imagino que para mãos grandes deva ser um pesadelo, pois com as minhas já sinto alguma dificuldade em manobrar estes pequenos selectores. É um pequeno preço a pagar por uma máquina tão compacta, que envolvida e protegida na sua bolsa nativa, pode ser transportada à vontade sem consequências de maior quando bate em superfícies mais sólidas. Eu que o diga, pois fui testá-la em Lisboa numa estupenda volta de tuck tuck, e entre entradas e saídas lá fui batendo com o conjunto à esquerda e à direita, sentindo a máquina protegida dentro da bolsa e da própria solidez de construção.

Sobre a máquina e resultados fotográficos

Antes de me debruçar sobre alguns aspectos mais técnicos, gostaria de realçar que esta Retina tem objectivas intermutáveis, com uma característica singular: desencaixa-se o grupo ótica à frente do diafragma e coloca-se outro, alterando a focal. Entre o diafragma e o plano do filme está outro grupo ótico, mas este fixo. Ou seja, a construção das diferentes focais foram desenvolvidas tendo em conta os elementos fixos atrás. Além da 50mm e suas variações, foram construídas duas 35mm e uma 80mm.

O grupo ótico frontal pode ser removido, podendo ser substituído por outros, normalmente 35mm e 80mm.

 

Como o visor da máquina está projectado para a objectiva estandarte de 50mm, a utilização de um visor auxiliar colocado na sapata da máquina é fundamental para se efectuar o enquadramento da focal adequada. Utilizo o visor original da Kodak, Retina Optical Finder 35-80, construído para estas lentes, que se pode observar em detalhe na imagem abaixo. Além de ser extremamente bem construído e ser uma peça de singular beleza, tem a particularidade de compensar a paralaxe através de uma pequena roda que move o conjunto ligeiramente no eixo vertical. Um simples dispositivo permite que uma máscara caia, passando o enquadramento de 35mm para 80mm. Um utensílio tão simples quanto útil.

Detalhe frontal do visor Retina Optical Finder 35-80, alinhado sobre o eixo da objectiva.

 

A 50mm é a objectiva mais comum e suponho que seria sempre adquirida com a máquina. A minha é uma Xenon da Schneider aberta a f:2 que juntamente com a Heligon da Rodenstock formavam o melhor da gama. As imagens produzidas estão à altura da sua reputação. Gosto bastante da forma como a lente renderiza as imagens, com um desfocado francamente interessante, mas também com detalhe excepcional quando fechada. Na minha volta por Lisboa pude testá-la em diferentes situações, e fiquei agradavelmente satisfeito com a sua qualidade.

Testei igualmente a Retina-Longar-Xenon C 80mm f:4. Não aprecio estas focais mais fechadas que f:2.8, e esta, apesar daquele pedaço de vidro que muito promete, abre apenas a f:4. Isto deixa-me sempre de pé atrás, mas resolvi pegar nela e lançar-me num teste abrangente para ver se pelo menos a qualidade compensa. Compensa pois, e de que maneira, mas disso falarei em artigo posterior!

Sistema de foco da Retina IIIc

 

O sistema EV do obturador é que complica um pouco as coisas. Este Synchro-Compur que equipa a minha Retina é daqueles que utilizam este sistema acoplado, que bloqueia para o mesmo EV as distintas combinações diafragma/velocidade. Entendo a mecânica da coisa e a rapidez de utilização para as mesmas condições de luminosidade, mas francamente prefiro um obturador sem este sistema, até porque salto sempre para cima e para baixo nos EVs, e a maior parte das vezes desbloquear bloqueia o processo fotográfico, passo a redundância. Na realidade este sistema também foi projectado para responder directamente às leituras do fotómetro de Selénio que se encontra na parte superior da câmara. Este dispositivo lê a luz em EVs, cujo número pode ser rapidamente transportado para o correspondente EV do obturador, ligando a respectiva velocidade e abertura.

Detalhe da objectiva Xenon C f:2/50mm e do obturador Synchro-Compur

 

Mas fora isto, este obturador é fantástico, preciso e fiável, de fácil manutenção e acima de tudo, conforme já referi, extremamente silencioso. Houve-se um pequeno, abafado e surdo click, com a curiosidade de que pessoas na imediata vizinhança não se aperceberem do acto.

O avanço do filme é efectuado por uma alavanca situada na parte inferior da câmara, algo muito comum na época. Não é prático, mas uma vez habituados, vemos que está desenhado para se adaptar ao polegar e na realidade adaptamo-nos com facilidade após alguns rolos. E na parte inferior encontra-se também um dispositivo para abrir a tampa que dá acesso à parte de trás, onde se coloca um filme da mesma forma que as modernas SLRs. Tem é que se ajustar o contador para fazer uma contagem regressiva, de 36 a 0. No caso de ser um rolo mais pequeno, de 12 ou 24, convém não esquecer de colocar o contador nestes valores, que chegando ao número 1 bloqueia, não permitindo mais disparos, a não ser que se desbloqueie o mecanismo.

Vista geral da Kodak Retina IIIc

 

Sendo um sistema bastante modular, acessórios existem para todos os gostos: parasóis para as objectivas, filtros coloridos dedicados, visores óticos, sistemas de flash ou luz contínua, lentes e acessórios de aproximação para fotografia macro ou de reprodução, sistema modular para fotografia estéreo, etc.. Na realidade, embora aos olhos da tecnologia actual possa parecer algo antiquado e pouco prático, não existe nada que este sistema fotográfico não possa fazer, talvez um pouco mais demorado é verdade. Mas as coisas boas dão sempre trabalho, e depressa e bem não há quem…!

A concorrência

Acho esta máquina uma pequena maravilha. Mas também acho que muito dificilmente neste período de prolífica produção de material fotográfico, se faziam coisas mal feitas. A obsolescência não existia, as coisas não tinha um prazo de utilização. Eram feitas para durar, um pouco como as pilhas Duracell… A norma era mesmo a precisão mecânica, a durabilidade, a utilização de materiais nobres de elevada qualidade. Depois veio o plástico e rebentou com isto tudo…

Mas voltando ao tema, e conforme acima referi, os modelos Retina surgiram também para concorrer com as Leicas, por uma fracção do custo destas… pelo menos é o que se diz. Na realidade não creio que a Leica perdesse grande quota de mercado com as Retinas ou até com outras câmaras, pois estas situaram-se num nicho muito específico e para bolsas menos abastadas, uma opção para quem não compraria nunca uma Leica dado os preços proibitivos desta marca. Portanto, as Leicas, do meu ponto de vista, nunca foram “a concorrência”, até porque as diferenças distanciam-nas mais do que as aproximam, estando neste caso a Leica M3, contemporânea das Retinas (construída entre 1954 e 1966), num outro patamar de excelência.

Concorrência seriam, entre outros, alguns modelos da Voigtlander e da Zeiss Ikon, estas marcas há muito tempo habituadas a lançar no mercado câmaras extremamente bem construídas, do melhor que se fazia naqueles tempos. A Zeiss Contessa 35 e a Voigtlander Vitessa L são exemplos do mesmo género de câmaras da Kodak Retina IIIc, conhecidas como compactas retrácteis de telémetro, formato 35mm. Ambas são reconhecidamente consideradas como melhor acabadas, e de uma precisão de construção sem igual. A Ultron f:2 que equipa a Vitessa L tem uma reputação que deixa loucos colecionadores e fotógrafos, mas não estou a ver diferenças substanciais para a Xenon f:2 da Retina, embora nunca tenha fotografado com uma Ultron. Do meu ponto de vista no entanto, a Retina continua a ser uma grande opção, e francamente é mais uma questão de gosto e hábito do que grandes diferenças qualitativas.

A seguir à Retina IIIc veio a Retina IIIC (com C maiúsculo), último modelo da série retráctil, e normalmente primeira opção de escolha, logo mais cara no mercado de segunda mão. São basicamente a mesma máquina, apenas com algumas diferenças cosméticas. A única grande diferença em concreto é a inclusão de marcas de enquadramento das três focais, 35mm, 50mm e 80mm, dentro do visor da IIIC, mas caso a IIIc traga um visor ótico externo, como a minha, nem sequer vale a pena pensar em dar o salto, pois a câmara é a mesma.

Conclusão

Pequena, compacta, sólida, mecânica, extremamente bem construída, lente luminosa e afiada, obturador fiável… A grande questão é: vale a pena adquirir uma máquina destas para fotografar? Bom, depende do ponto de vista. Em termos práticos e para o fotógrafo que só se interessa pela imagem final, definitivamente não! Câmaras mais recentes são muito mais práticas e eficientes, veículos mais adequados para o objectivo supremo, a imagem. No entanto, considero que fotografar com estas câmaras é uma caminhada nos fundamentos mais crus da fotografia, uma curva de aprendizagem sólida, lições sucessivas de como sentir e viver a fotografia. Aliado a isto, é indiscutível o prazer que uma máquina destas proporciona, herança ancestral dos nossos avós e a arte de bem construir naqueles tempos, tendo-se entre mãos no presente um belo pedaço do passado.

Embora neste momento a Contax IIa seja a máquina que utilizo com maior frequência, existe sempre espaço para, numa saída mais relaxada ou fortuita, colocar a tiracolo a Retina IIIc e sair por aí de forma discreta para registar momentos únicos ou menos únicos e preciosos ou menos preciosos, só pela satisfação de puder utilizar uma máquina tão fantástica como a Kodak Retina IIIc.

Tenho estado a fotografar com esta Retina para dentro de algum tempo colocar a segunda pare deste artigo, versado essencialmente sobre virtudes e defeitos das 2 lentes que possuo: a Xenon 2/50mm e a Longar 4/80mm, ambas da Schneider. Embora já tenha percebido que tenho entre mãos lentes de substantiva qualidade, tenho procurado situações particulares para testar as lentes e disso darei conta brevemente.

Características técnicas Retina IIIc

Modelo: Retina IIIc, tipo 021
Número de série: 511281
Marca: Kodak
Fabricante: Kodak AG, Stuttgart, Alemanha
Ano de fabrico: inicio de produção em 1954 e fim em 1957
Corpo: metalizado, em alumínio anodizado
Obturador: Synchro Compur, de 1/500 a 1s + B
Lente: intermutável, de origem Retina Xenon C f:2/50mm, f:2 a f:16 com passos de 1/2 stop, Schneider-Krueznach. Lente de 6 elementos em 4 grupos, distância mínima de focagem 0,8m
Filtros: rosca 32mm
Filme: filme tipo 135 ou 35mm, 24x36mm
Célula: sim, de Selénio, desacoplada
Visor: incorporado no telémetro
Focagem: telémetro por justaposição de imagem no visor, acoplado com objectiva, ajustada por anel no corpo da objectiva
Temporizador: sim, até 10s
Sincronização flash: sapata de suporte no corpo da câmara, posições V, X e M, com socket no obturador
Peso: aproximadamente 580gr
Bateria: nenhuma
Outras características: lente retráctil, avanço do filme por braço situado na parte inferior da máquina, contador de exposições regressivo (requer prévia colocação em 36, 24 ou 12 consoante o filme), sistema EV que bloqueia combinação velocidade/abertura

 


2 comments

    • Paulo Moreirs-
    • Julho 2, 2017 at 11:06 am-
    • Responder

    Gostei imenso do seu texto e fotos, claro. É uma visão imparcial e objectiva da Retina IIIc embora seja um apaixonado da máquina, uma coisa muito rara de se encontrar. Não se me ocorre mais nada a dizer sobre a máquina, também tenho a IIIc e espero em breve conseguir o complemento para a focal de 35 mm, as tele não me interessam em máquinas telemétricas. Obrigado pelo texto e espero continuar a lê-lo.

  • mm
    • Rollyn-
    • Julho 2, 2017 at 11:15 am-
    • Responder

    Obrigado Paulo. Espero concluir brevemente a segunda parte do artigo, ainda este mês, embora o difícil seja sempre arranjar temas adequados que realcem as características, boas ou más, da lente e consequentemente da máquina. Também não tenho a 35mm, e fico curioso sobre as possibilidades desta lente. Obrigado eu pelas palavras simpáticas 🙂

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