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Em análise: Konica Hexar

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Em análise: Konica Hexar

Sempre tive muita curiosidade em experimentar esta Konica Hexar. Nos anos 90, era uma das mais badaladas pelos lados da Visconde de Santarém entre o circuito do pessoal ligada à fotografia. Graças ao meu amigo Francisco Grilo, tive recentemente a oportunidade de queimar dois pares de rolos para tentar perceber o culto atual que envolve a máquina. Não li o manual de forma propositada até fazer o primeiro rolo, para perceber até que ponto ela é intuitiva, um aspecto catalizador da acção fotográfica que eu considero essencial, seja ela qual for.

Logo no primeiro enquadramento achei um pouco estranho no LCD estar a piscar na velocidade seleccionada de 1/250, mas não liguei e disparei na mesma! Fotograma sobre-exposto, assim como outros, vim eu a constatar depois (menos mal que era a preto e branco). Rolo queimado, download do manual, e… What…!!? A velocidade máxima é 1/250? Deve haver algum engano aqui! Mas não… É mesmo assim! Mas o que é isto Konica dos anos 90? Bem sei que já cá não moras, mas mesmo assim estou a enviar-te um recado para o monte Olympus: nunca mais voltes a repetir este erro crasso…! Nem sequer os serviços mínimos de 1/500 para andarmos a brincar com a excelente lente que a máquina trás, como sempre tiveste nas tuas telemétricas? Como é que irias competir “à séria” com a Leica M6, na qual te inspiraste, mesmo com esse Hi-Tech todo dos anos 90, se omites estas coisas indispensáveis?

E já que estamos nesta onda, poderias ter facilitado um pouco o complicado trocadilho de botões para aceder a funções que parecem estar no sub-mundo! É que decorar estas combinações não é para todos, muito menos para mim, e elaborar uma mnemónica não dá muito jeito.

Devo no entanto dizer, em abono da câmera, que a excelência do que sobra, sobra com qualidade, muita qualidade, e que contas cá com mais um fã. Mas é na conclusão deste artigo que aqui voltarei, para dar por terminado o assunto.

Um pouco de história

A Konica habituou-nos ao longo de décadas a produtos sólidos e bem conseguidos, em especial as câmeras telemétricas, tendo produzido alguns modelos superlativos que ainda hoje são muito procurados pela sua excelência, estou a lembrar-me das Auto S2 e S3 por exemplo. Os anos 90 foram pródigos em avanço tecnológico. Foi a década do auto-focos e da inclusão de tecnologia electrónica de ponta nas máquinas fotográficas. A Konica fundiu o seu know-how a estas tecnologias e desta sinergia emergiu a Konica Hexar AF, um modelo refinado, tecnologicamente evoluído com uma lente absolutamente brilhante. Foi introduzida no mercado em 1993 e imediatamente tornou-se numa referência das câmeras de telémetro.

Inclui uma lente fixa de 35mm espetacularmente bem conseguida e a inclusão de um auto-focos que, mesmo para os dias de hoje, é considerado bastante rápido e preciso, raramente falhando uma imagem. Não é propriamente uma máquina pequena, mas para elevar os níveis de qualidade e incluir todas as funções que a máquina oferece, seria pouco provável a tecnologia da altura ter produzido um modelo compacto de reduzidas dimensões.

Foram produzidas algumas variações da câmera ao longo da sua produção, que teve uma largura de vida entre 1993 e 1997, cedendo o lugar à Hexar RF. A Hexar preta foi a original, seguindo-se uma pequena variação muito rara conhecida como Autodate Databack Hexar, devido à inclusão de umas costas para imprimir a data e hora no filme; posteriormente existiu uma pequena actualização que recebeu o nome de Rhodium, tendo sido ainda produzidas algumas câmeras comemorativas, Hexar Gold e Hexar Silver.

Hoje é uma câmera de culto atingindo preços exorbitantes, principalmente os modelos comemorativos produzidos em muito poucas quantidades. Com funcionalidades básicas bastante acessíveis e altamente eficientes, aliada a uma lente de excelente nível ótico, possui outros atractivos e funcionalidades escondidas em múltiplas combinações dos seus minúsculos botões, sendo talvez o modo silencioso a mais interessante que multiplica a operacionalidade desta câmera e a sua utilização de forma discreta em ambientes onde se requer total silencio.

Primeiras impressões

Grande… Para uma máquina de telémetro, é consideravelmente grande, mas de fácil manuseamento. Maior que uma SLR, Olympus OM-1 por exemplo, ou do tamanho de uma Nikon F3. Considerando que a Konica não se saiu nada mal na construção deste tipo de aparelhos em épocas anteriores, no que a tamanho se refere (e não só), não estava à espera. Por outro lado, estava era à espera de uma lente com maior quantidade de vidro, afinal abre a f:2; mas vendo bem, tem a quantidade de vidro que deveria ter, com para-sol incluído, o que é sempre bom. Como já ando com ela há algum tempo, fui-me habituando, e agora até me parece bastante agradável, embora algo descompensada nas proporções entre corpo e lente. Mas para incluir tanta tecnologia, só poderia ser assim. Afinal, uma primeira impressão é sempre uma primeira impressão, não é verdade?

 

O visor é bastante luminoso, seja em interiores com pouca luz ou dias ensolarados. Um luxo que na hora da composição é muito bem vindo. A única coisa que se vê são as marcas do enquadramento, acopladas ao foco da imagem, e que se movem compensando a paralaxe consoante a distância de foco, visível também no canto superior direito do enquadramento. Além disto, 3 leds, um relativo à confirmação do auto-focos (ou impossibilidade deste), e avisos de sobre ou sub exposição. Nada de diafragmas, velocidades ou EV’s… dava jeito! Para saber a quantas se anda, convém um olho no burro e outro no cigano (LCD no topo), ou então disparar por intuição com o olho no visor, mantendo um parâmetro pré-definido, já que a máquina nos oferece 2 modos de exposição automáticas, programa (P) e prioridade à abertura (AE), além do modo manual, aquele que a mim me dá mais jeito.

O auto-focos é bastante rápido e preciso, no entanto um pouco ruidoso, nada de grave, mas que por certo incomada em ambientes onde o silêncio é rei. O disparo em si é bastante silencioso mas presente, não fosse o ruído do motor a puxar o filme, mal se notaria. Juntando os 3 ruídos, temos uma sequência de ruídos diferentes uns a seguir aos outros, uma espécie de sinfonia a que se vai habituar: o da focagem, o do disparo e o do avanço automático do filme… Não obstante, existe um modo silencioso, absolutamente silencioso (somente na 1ª série ele é diretamente acessível), tanto que mal se percebe se o disparo foi efectuado (verificar contador de exposições para ter a certeza), principalmente na rua com os ruídos do ambiente. Esta função tem acesso directo na primeira edição do modelo, mas depois desapareceu, ou por outra, continua lá, mas aceder a ela é o cabo dos trabalhos. Mas a este assunto já voltarei.

 

O acesso às funções mais básicas e indispensáveis é simples, directo e mais ou menos intuitivo. Os botões na parte superior resolvem de imediato o assunto. Agora, entrar no sub-mundo das funções mais avançadas, é um quebra-cabeças que exige muitas voltas pelo manual ou por sites especializados; convém anotar tudo num bloco, e com o tempo, bastante tempo, irá com certeza dominar estas forças ocultas. Mas existem funções que vale a pena memorizar já de início.

Em detalhe

O modelo que serve de base a esta descrição é modelo preto da primeira edição. Tem menos funções (muito poucas) que os modelos posteriores. Como curiosidade, a Konica fornecia na altura a actualização para estas funções mediante um pequeno pequeno pagamento adicional.

É no topo da câmera que estão todos os acessos às funções, seja directamente pressionando nos botões (tem momentos que não é muito fácil acciona-los devido ao reduzido tamanho), seja com combinações alquimistas entre estes. Basicamente é só ligar o interruptor à direita e imediatamente o selector está em uma de 3 posições que a máquina oferece: P (programa), A (prioridade à abertura) e M (manual). Em P, basicamente só tem que se disparar que a máquina encarrega-se de acertar os valores da exposição; em A, é só escolher o diafragma rodando o selector metalizado que se encontra bem visível ao lado do LCD, a máquina dá a velocidade; na posição M, poderá escolher livremente entre o diafragma e as velocidades, estas seleccionadas através de dois pequenos botões imediatamente ao lado da roda de aberturas.

Como nota, convém referir que a velocidade máxima é de 1/250 (esta limitação é absurda) e a mínima 30 segundos (nada mal), com valores intermédios a cada 1/3 entre elas. Não existe posição B, mas sim posição T. A diferença é que tem de se pressionar 2 vezes, uma para abrir o obturador, outra para fechar. Curiosa esta opção, normalmente pouco utilizada em câmeras mais recentes. De notar que a Konica não fabricou nenhum cabo ou comando especial para ser utilizado nas velocidades mais baixas. O recurso ao temporizador é aconselhável.

 

O LCD fornece as indicações básicas: focagem, velocidade, aberturas, compensação de exposição, número de fotogramas, todas alternando entre umas e outras, pois o espaço para as letras é exíguo. Vai requerer algum tempo para perceber quando aparece uma ou outra, e estas aparecem também consoante as funções que escolhemos no momento de fotografar. Como o visor não indicada valor nenhum, normalmente será necessário preparar antecipadamente as escolhas, memoriza-las, e só depois enquadrar, focar e disparar. Os botões colados ao LCD indicam a sua função: R, rebobinar (pode ser a qualquer momento), select seleccionar (compensação de exposição e fotogramas nos modos P e A, velocidade e fotogramas no modo M), MF escolhe entre focagem manual ou automática e Self temporizador de 10 segundos. Simples, verdade? Não precisa de mais nada… Ou precisa? Então nesse caso prepare-se para começar a memorizar as inúmeras combinações de teclas. E são muitas. Para saber acerca destas funções, basta googlar na net. São demasiadas para publicar aqui, e nem sequer é o propósito deste artigo.

A única excepção que vou referir é sobre a activação do modo ninja, o disparo silencioso, pois além de fácil memorização, é uma função absolutamente imprescindível. Se o seu modelo é o primeiro (edição preta original com acabamento em borracha) como o exemplar deste artigo, basta ao ligar a câmera manter a tecla MF pressionada. Aparece a letra L no LCD e voilá: modo ninja em todos os modos de utilização. Se o seu modelo não é o primeiro, então procure na internet se o seu modelo tem este acesso escondido e a forma de o activar, pois segundo parece, a Konica foi obrigada a retira-lo por causa de algumas patentes. E não é nada fácil, pois são uma série de instruções que requer alguma atenção. Como nota, e para quem quer realmente pretende um modelo com esta opção, a série prata, a última a ser produzida (em 1997), não tem modo silencioso, nem por acesso mais ou menos directo nem escondido. Este é um modelo a evitar.

Outras funções mais utilizáveis poderão ser interessantes, como a fixação manual do infinito, a utilização de focagem manual através dos botões +/-, a colocação do ISO de forma manual (a máquina lê automaticamente o filme), múltipla exposição, selecção manual do número guia do flash, etc.. O melhor é ler o manual, ou procurar em sites dedicados as potencialidades da máquina.

 

O auto-focos é o coração desta máquina. Funciona de forma brilhante e precisa, raramente falhando uma imagem. A focagem automática processa-se através de infra-vermelhos activos e funciona com recurso a um motor preciso de 290 passos. A vantagem da focagem ser por infra-vermelhos é que até em ambientes escuros o AF funciona de forma precisa. Um diodo emite um feixe de luz, outro recebe-o e por triangulação a electrónica calcula a distância enviando o sinal ao motor, que rapidamente coloca a informação no passo correcto. Raramente um fotograma sai desfocado. Brilhante! Como nota, tanto o AF como a exposição podem ser bloqueados pressionando ligeiramente no botão disparador. Um detalhe muito apreciado, que torna a máquina ainda mais atractiva.

A juntar ao AF temos um visor absolutamente bem construído, claro e transparente, com as marcas de enquadramento da imagem bem visíveis. Estas marcas encolhem ou expandem-se consoante a distância de foco, compensando o efeito de paralaxe, permitindo desta forma enquadramentos bastante mais precisos. É aqui no visor que se confirma se a focagem foi bem sucedida ao acender uma luz verde.  Se vermelha, ou está fora do alcance, ou então deve ter uma superfície de vidro ou espelhado entre o objecto e a câmera, algo com que o infra-vermelho não se dá muito bem.

A máquina não tem flash integrado. Será necessário adquirir um raro Hexar HX14 ou em alternativa o HX18w. O método de utilização clássico é o flashmatic em P, a máquina calcula a abertura baseado na distância focada, variando um pouco a velocidade consoante a luz do fundo. Noutros modos pode funcionar perfeitamente em modo manual ou automático. Sincroniza a todas as velocidades, uma enorme vantagem para fotografia de preenchimento em luz de dia.

A lente, dizem, tem um desenho ótico inspirado na Summicron 2/35mm, composta por 7 elemento em 6 grupos. É o grande atractivo desta máquina. A excelente qualidade ótica, alto contraste, elevada resolução e fiel reprodução de cores, produz imagens de fino recorte. Possui para-sol integrado e um pequeno visor no topo que indica a escala das distâncias, e uma discreta escala de profundidade de campo, reservada às aberturas mais pequenas.

Convém referir que tanto a medição da luz como o auto-focos, não são efectuados através da objectiva, mas sim por uns sensores colocados na em cima (AF) e ao lado da objectiva (AE). Isto requer atenção em dois pontos: primeiro, nunca colocar os dedos a tapar estes sensores, o que é bastante mais provável com o sensor da exposição, entre o punho e a objectiva; segundo, ter em atenção a colocação de filtros e a respectiva compensação, por exemplo através da alteração do ISO ou dos EV’s – a câmera faz o reset de todos os parâmetros ajustáveis quando se desliga, olho nisto.

A concorrência

Não são muitas as máquinas às quais podemos comparar a Konica Hexar. Diria que a Leica M6 poderia seria uma delas, não só pelo facto de, segundo algumas fontes especializadas, a Konica neste modelo se ter inspirado (surgiu muitas vezes a expressão “Leica do pobres” associado à Hexar AF), mas por ser a grande referência na altura, embora só reservado a bolsas substancialmente generosas. No entanto, o modelo que veio a seguir, a Hexar RF, será ela mais concorrente directa do que propriamente a Hexar AF.

O tamanho entre a Hexar AF e a M6 é praticamente o mesmo, mas convém realçar o facto de uma possuir um sistema completo e modular, com objectivas intermutáveis e conjuntos de acessórios infindáveis tornando-a extremamente mais versátil, e a outra ser um cavaleiro solitário, que nem sequer um cabo disparador dedicado teve direito. Não jogam na mesma liga definitivamente, pese os argumentos de qualidade ótica, auto-focos fantástico, etc., etc. …

Mais de acordo com o estatuto da Hexar AF, não só com características similares mas também na franja do mercado, temos a Yashica T4, a Nikon 35Ti, a Ricoh GR1 ou a Contax T2/T3, estas sim concorrência directa, se bem que, numa primeira impressão, pareçam do género apontar e disparar, devido às suas menores dimensões. Todavia, e à semelhança da Hexar, possuem uma objectiva fixa grande angular de elevada qualidade ótica e a inclusão de tecnologia electrónica de ponta, auto-focos incluído. Os anos 90 no seu melhor, no que toca a pequenas câmeras de telémetro.

Parece-me a mim que a Konica respondeu isso sim à Contax T2 e antecipou-se à tendência do mercado prevendo com precisão a evolução deste tipo de câmeras. Aumentou um pouco o tamanho para acomodar não só a objectiva francamente fantástica aberta a f:2, coisa que a concorrência nunca se atreveu, mas também para dar espaço a todos os automatismos que a câmera integra, colocando-se destacadamente na vanguarda do mercado. Pessoalmente, não fora pelo tamanho da Hexar AF que a torna menos portátil, a minha escolha óbvia recairia sobre esta câmera em detrimento de outra marca mais sonante. Confesso no entanto que, não sendo nunca uma primeira câmera, a tendência é escolher uma mais portátil que literalmente caiba no bolso, e não na bolsa do material fotográfico, e nesta situação, a concorrência fez melhor. Só mesmo essas características tão relevantes como o AF preciso e rápido, o modo silencioso e a precisão ótica com abertura a f:2, pendem a balança mais para a Hexar na hora de gastar cerca de 500€ num modelo desta gama.

Altos e baixos em jeito de conclusão

Como todas as coisas na vida, também a Konica Hexar tem as suas virtudes e outras nem tanto. Ao longo deste artigo temos visto de forma consistente como é preciso e rápido o mecanismo de focagem, como a sua lente é absurdamente fantástica e como se pode utilizar a câmera em modo ninja, colocando estas características a Hexar logo no topo das câmeras de telémetro mais interessantes do mercado.

Diria ainda que ao juntar um design apelativo e sóbrio, com um ar high-tech q.b., à surpreendente robustez da câmera, esta destila uma presença que não passa despercebida, mesmo para quem nunca dela tenha ouvido falar. A intuitiva utilização das suas funções básicas, que facilitam imenso o trabalho do utilizador, são outra nota de registo, e os modos de utilização são aqueles que na realidade qualquer fotógrafo necessita, portanto sóbria quanto baste aqui também. E aqui tenho que referir o bloqueio tanto do AF como da exposição por simples pressão do disparador. Facilita bastante, permitindo enquadrar com o tema já focado ou expor com a memorização de uma luz mais ajustada ao tema.

Existem no entanto algumas características irritantes, a maior delas a limitação da velocidade a 1/250. Bem sei que a inclusão de um ND resolve logo o assunto, mas que diabo, não poderia vir logo de raiz com pelo menos 1/500? É só 1 ponto, mas faz toda a diferença, ainda para mais jogando a lente na liga profissional com a abertura a f:2.

E se quisermos utilizar outras funções além das básicas, então aí teremos de mergulhar na internet profunda à procura de informação ninja específica, pois o manual é deveras deficiente neste aspecto. Para não falar da ginástica necessária à múltipla combinação dos botões, já de si extremamente pequenos, não sendo necessário ter uma mão grande para tropeçarmos na impossibilidade de os accionarmos.

E outro aspecto um pouco mais específico é a posição T, em substituição da B. E aqui até parece que vejo o enredo lá na Konica: já que não vamos fazer um cabo disparador dedicado, pensaram eles com certeza, substituímos o B pelo T, porque assim podem os utilizadores eles próprios abrir o disparador accionando o botão, e fecha-lo voltando a accionar; poupamos uma chatice em projectar um disparador que terá de ser específico dado o design do botão de disparo… Gostava de saber quem foi o engraçadinho que se lembrou disto lá na Konica. Pode não parecer muito para o comum dos mortais, mas eu que ando sempre em modo baixa velocidade, incomoda-me seriamente.

Pesados os prós e os contras, vencem definitivamente os prós por larga margem. A máquina é um must have para todos os fotógrafos sérios, principalmente se aparecerem com preço a jeito. Aqui já não há desculpa, pois os preços delas estão a níveis marcianos…! Um exagero. Sem falar nas edições especiais que atingem facilmente os 3.500€. Mesmo dar 500€ por uma Hexar vulgar já dá que pensar, mas sabemos que no mundo analogien acontecem coisas estranhas, e às vezes estes seres esquisitos são capazes das maiores loucuras, mesmo que seja para ela estar ali parada sem ver um único rolo durante anos a fio. Desde que esteja a olhar para nós…!

 

Características técnicas

Modelo: Hexar, Black Edition
Marca: Konica
Ano de fabrico: 1993
Corpo: em metal, negro, cobertura em borracha negra
Obturador: eletrónico com motor de 290 passos, 1/250 a 30 segundos em incrementos de 1/3 e posição T
Lente: Hexar 35mm, f:2 a f:22
Filtros: de rosca, 46mm diâmetro
Filme: filme 135, 24x36mm
Sensibilidade filme: reconhecimento automático DX de 25 a 5000 ASA (manual de 6 a 6400 ASA)
Célula: fotocélula SPD, leitura ponderada ao centro de 15º (modo P e A), medição spot de 4º (modo M)
Visor: do tipo Galileu reverso, com marcação luminosa de enquadramento e compensação de paralaxe
Auto-focos: emissão activa de infravermelhos
Distância mínima de focagem: 0,6m
Temporizador: sim, até 10s
Sincronização flash: a todas as velocidades, sem socket, somente sapata
Flash dedicado: Hexar HX14
Peso: aproximadamente 490gr (sem bateria)
Bateria: 1 unidade de Lítio 2CR5 6v
Outras características: modo de disparo silencioso, múltipla exposição, bloqueador de focagem, bloqueia posição foco no infinito, codificação automática de filme DX, possibilidade de seleção manual de filme, escolha de avanço contínuo até 2 fotogramas, flash automático flashmatic, escolha manual número guia de flash, compensação de exposição ±2EV’s, bracketing automático, compensação automática para filmes infravermelhos, aviso crítico de velocidade baixa (ajustável) com trepidação da câmera.

 

 

Para ver algumas imagens tiradas com a Konica Hexar AF, faça uma visita ao Flickr e deixe um comentário.

 


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